tag:blogger.com,1999:blog-91596602007-05-02T18:04:09.629+01:00A Luz Que Desenha ImagensJorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comBlogger46125tag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1117145223033121572005-05-26T23:05:00.000+01:002005-05-27T12:41:24.780+01:00Fotógrafos do Mundo<a href="http://www.pdngallery.com/legends/legends10/"><span style="color:#006600;">Sebastiao Salgado</span></a><br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/salgado%201.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/salgado%201.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Ribeiro Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito crianças. Filho de um pecuarista, estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar seus estudos para o doutorado em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973.<br />Depois de levar emprestada a câmera de sua mulher, Lélia, para uma viagem à África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o seqüestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a se dedicar a projetos de documentários mais elaborados e pessoais.<br />Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.<br />Fotógrafo reconhecido internacionalmente e adepto da tradição da "fotografia engajada", Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazônia, que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado mora atualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projeto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.<br /><br />Retirado de Sebastião Salgado - " O Mundo da Maioria"</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1117130057371134092005-05-26T18:52:00.000+01:002005-05-26T23:16:13.363+01:00Fotógrafos do Mundo<a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/capa%2001.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/capa%2001.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify"><strong>Robert Capa</strong></div><div align="justify">Robert Capa, Andrei Friedmann, aliás <a href="http://www.temple.edu/photo/photographers/capa/capa1.html"><span style="color:#006600;">Robert Capa</span></a>, nasceu em Budapeste a 22 de Outubro de 1913. Durante os seus estudos secundários, frequenta os meios culturais marxistas. Foi fichado pela polícia e teve que se exilar em 1930. Dirigiu-se para Berlim onde se inscreve na Faculdade de Ciencias Políticas e aproxima-se do meio jornalístico. Encontra trabalho na "Dephot" a maior agência de jornalismo da Alemanha naquela época. A sua carreira de fotógrafo começa no fim do ano de 1931, uma vez que aparece a fotografar no meio de múltiplas dificuldades, Léon Trotsky durante um congresso em Compenhaga. O aparecimento do nazismo faz com que em 1932 ele tenha que deixar Berlim dirigindo-se para Viena e depois para Paris. Em 1934 encontra Gerda Taro e no ano seguinte, ambos criam a personagem de Robert Capa, repórter mítico de nacionalidade americana pelo que André Friedmann se declara associado a Gerda Taro, sua secretária. O nome de Robert Capa de repente fica célebre e logo que se descobre que ele se serve de um pseudómino, a notoridade do repóter está desde logo assegurada. Em 1936, Capa e Gerda Taro partem em reportagem para o meio da Guerra Civil em Espanha, onde Gerda encontra a morte no ano seguinte. Em 1938, Capa dirige-se para a China para fotografar o conflito sino-japonês, voltando de novo a Espanha em 1940, logo que a França cai sob o jugo nazi, retirando-se seguidamente para os Estados Unidos onde começa a trabalhar para a revista "Life". Seguidamente vai para Inglaterra, depois para a Algéria. Em Maio de 1944 participa no desembarque da Normandia. Depois da guerra, com Davis Seymour, Henri Cartier-Bresson. George Rodger e William Vandoivert, funda a <a href="http://www.magnumphotos.com/c/htm/CDocZ_MAG.aspx?Stat=DocZoom_DocZoom&&E=2TYRYD1DSQN2&DT=ALB&Pass=&Total=131&amp;Pic=20&o="><strong><span style="color:#006600;">Agência Magnum</span></strong></a> (constituida oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, ocupa-se na organização da estrutura partindo seguidamente para o "terreno". Em 1954, quando trabalhava na Indochina para a revista Life, morre ao saltar sobre uma mina. </div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1115393413612933852005-05-06T16:26:00.000+01:002005-05-07T11:35:04.126+01:00Histórias da minha vidaA velha Keystone<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Remington.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Remington.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Hoje é dia de sair a fotografar para mim.<br />Aproveito uma manhã luminosa, limpa e com a paisagem a vestir-se de uma luz que a torna mais bonita, alegre e reconhecível. Estão lá todas as cores, azuis, verdes, amarelos, vermelhos e ainda os diversos tons que, embora fotografando a preto e branco, ficam todos igualmente registados. Ao longe consigo ver um enorme rebanho que desenha na encosta um quadro bucólico. Estou a tentar organizar dentro do rectângulo do meu visor o melhor dos enquadramentos, sem plastificar demasiado a cena que estou visualizando. Preparo a câmara, a objectiva adequada, enquadro, meço bem a luz e faço o disparo. Mais tarde, verei se foi conseguido aquilo que idealizei – agarrar com toda a força, a força dessa imagem. E continuo, olhando o que me rodeia, cumprimentando este ou aquele que por mim passa, conhecido ou não, pois no campo, nas aldeias, todos merecemos pelo menos “um bom dia”. Eles já me conhecem de me verem sempre de máquina a tiracolo... Eu já os conheço, de os ver puxando o carro de bois, com canas às costas vergados sobre um cajado. Estas gentes não têm máquina fotográfica, mas através dos seus contos, das suas vivências, conseguem mostrar-me retratos da vida do campo, das colheitas, da tigela de caldo e do copo de vinho que dão sempre um alento para mais umas horas de trabalho na lavoura.<br />Continuando ladeira abaixo deparo-me com flores silvestres a rirem ao sol desta manhã solarenga a pedirem um retrato para o álbum campesino. Faço mais esta fotografia pois, não ocupa espaço no meu arquivo e consegue decorá-lo um pouco mais. Depois, são miosótis, margaridas, girassóis e um sem número de pequeninas flores que na borda dos caminhos dão mais alegria a quem passa.<br />É quase meio dia, hora de almoçar mas, antes disso, vou passar pela beira do rio, ouvir o som da água a bater no cais e ver o picar dos peixes, outra oportunidade para fazer mais um "boneco", desta vez, uma foto por forma a mostrar a grandeza da albufeira que se espraia até à barragem.<br />São horas de voltar, de meter o material na saca. O calor é intenso e ainda tenho uns bons três quilómetros a percorrer.<br />A minha chegada a casa é de imediato detectada pelo ranger do grande portão que lhe dá acesso... “Fizeste muitas fotografias?... Ficaram bonitas...? Nunca mais chegavas!” É a aposta que fazem em mim, pelo menos a minha mulher e os meus filhos. São eles quem mais podem vibrar com o meu sucesso, quem mais se pode orgulhar da qualidade das minhas imagens, quem mais me pode acompanhar quando as coisas não correm como deve ser... “Vai em frente, não desistas... esta é a tua paixão – fotografia!</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1115247623468867402005-05-04T23:48:00.000+01:002005-05-05T01:03:06.230+01:00Estranha Camara Escura<a href="http://www.renault.com/gb/passion/collection.cfm?page=21947_4cvr1060#"><strong>Renault Juvaquatre</strong></a>. Não este não é o meu carro<br />actual mas sim o seu tetravô. Era mais bonito!!!!!<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/1939_juvaquatre1.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; WIDTH: 348px; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid; HEIGHT: 245px" height="208" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/1939_juvaquatre1.jpg" width="344" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify"><span style="color:#cc9933;">NB - <em>Este texto já foi publicado no primeiro blog que iniciei mas que descontinuei por falta de tempo, mesmo muito tempo no ano de 2003. Era o "<strong>Apanha Imagens</strong>".</em></span></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Tenho o telefone a tocar. Outra máquina ligada ao tempo. Tempo de, porventura, escutar um cliente que requisita um trabalho para “ontem” ... É verdade. Normalmente, os trabalhos já deviam estar prontos antes de se fazerem! É verdade ... a massificação desta sociedade, não deixa quase nada para criar! Tudo tem que aparecer feito seja de que forma for e, se possível barato, como se esta profissão fosse um puro diletantismo. Atendo. Amanhã, Quarta-feira, terei que me deslocar a Guimarães para fotografar um andar modelo de forma a que os diapositivos estejam prontos a serem inseridos num anúncio a colocar num determinado jornal no próximo fim de semana. Como pode ser? Que ideia faço eu, neste momento, daquilo que vou fotografar? Precisaria de ver primeiro. Estudar os espaços para depois organizar o material a deslocar para o local. Mas tem que ser feito e, desta forma, nada melhor que transportar praticamente o estúdio inteiro. São malas e mais malas, câmaras fotográficas, iluminação electrónica, tripés, girafas, fotómetros, etc.etc. Tudo para a mala do carro, mais carro que automóvel, pois quem o vir deverá pensar que vou ou que venho de uma feira. Para trabalhar assim desta forma, é necessário ter muitos anos de fotógrafo e saber ou tentar advinhar aquilo que vai encontrar. A maior parte das vezes, nada é minimamente planeado pelo cliente. E esse planeamento, aprendi com a passagem por grandes empresas que me ensinaram a forma mais rentável de trabalhar e consequentemente de obter melhores resultados. Claro que não se é fotógrafo só porque queremos ser fotógrafos mas também é verdade que também não se é industrial só porque queremos ser industriais. A facilidade com que organizam uma “desorganização” é espantosa e, depois, os lucros podem ser rápidos, mas esvaiam-se também rapidamente. O meu lema foi sempre o seguinte: aquilo que é “barato” ou se produz “barato” não pode ter a qualidade final que se espera. Na fotografia dificilmente há milagres.</div><div align="justify"><a href="http://www.press.jhu.edu/books/hopkins_guide_to_literary_theory/roland_barthes.html"><strong><span style="color:#333333;">Roland Barthes</span></strong></a> afirma que, “fotografar é vermo-nos a nós próprios à escala da história.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1115230481290020852005-05-04T18:57:00.000+01:002005-05-04T22:37:41.826+01:00Fotógrafos AnónimosGare de Montparnasse - 1895 (Anónimo)<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Gare%20Montparnasse%201895a.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Gare%20Montparnasse%201895a.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Existem realmente muitas fotografias de grande qualidade que não conseguimos descobrir quem as realizou. Talvez isso faça parte da modéstia de muitos fotógrafos que não assinam as suas imagens e, se as assinam, os seus nomes não dizem grande "coisa" ao comum da sociedade elitista. É que, para sermos bons naquilo que fazemos, seja qual for a profissão ou arte não é necessariamente obrigatório que estejamos inseridos num ou outro meio social. Tenho visitado muitas exposições, neste caso de fotografia, que deixam muito a desejar a quem as realizou e a quem as promoveu; sobretudo são um atentado a um dos objectivos que as move que é a parte didáctica. Não estou aqui a defender ou atacar seja quem for mas penso que aquilo que é bom de observar, que não é ruído visual, que sobretudo educa deve ser registado e mencionado o seu autor mesmo que não esteja na ribalta ou ainda fora dos circuitos normais de divulgação. Só entendo a arte quando esta é de todos e chega a todos e, já agora, devidamente identificada!</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1115076234369609202005-05-03T00:13:00.000+01:002005-05-03T01:34:42.953+01:00Cianotipia<a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Cianotipia%20001.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Cianotipia%20001.jpg" border="0" /></a><br /><br /><p align="justify"><span style="font-family:arial;">A Cianotipia é um sistema de impressão negativo-positivo. Foi inventado em 1842 por </span><a href="http://www.geocities.com/teddypax/historia.htm"><strong><span style="font-family:arial;color:#666666;">Sir John Herschel</span></strong></a><span style="font-family:arial;">, baseando-se na descoberta que determinados sais de ferro eram sensíveis à luz.<br />O seu nome deriva pelo intenso azul (do grego cyanos, azul escuro) sobre o qual aparece uma imagem branca (ou a cor branca do papel de suporte). Ficou também conhecido pelo nome de processo ferroprussiato, devida à cor do composto chamado azul da Prússia ou ferricianeto férrico.<br />Os cianotipos podem obter-se tanto a partir de negativos comuns como de desenhos ou reproduções em materiais transparentes ou translúcidos. O original actua como um negativo. No cianotipo, os elementos escuros aparecem claros, e os claros aparecem escuros. As soluções químicas para a sensibilização do papel ou das telas são fáceis de preparar e utilizar. Não necessita de revelação; a imagem aparece directamente e se transforma em permanente mediante uma lavagem com água.<br />É necessário que a impressão seja por contacto, com exposição à luz solar ou a uma potente lâmpada ultravioleta; por isso é de toda a conveniência ampliar previamente os negativos ou outros originais para o tamanho final desejado de modo a serem positivados.<br /></span><br />Película negativa<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Cianotipia%20002.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; WIDTH: 283px; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid; HEIGHT: 213px" height="264" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Cianotipia%20002.jpg" width="327" border="0" /></a><br /><br />O mais adequado é utilizar película para duplicação directa de negativos de tão contínuo, de forma a ampliar negativos. </p><p align="justify"><strong>Materiais sensíveis e manipulação do processo</strong><br /><br />Qualquer papel de boa qualidade que possa ser molhado e seco sem se deteriorar resultará de boa utilidade para a cianotipia. Papeis finos (de pouca gramagem) podem romper-se facilmente quando humedecidos e apresentar ondulação depois de secos. Um bom papel é o de aguarela (utilizado em pintura).<br />As soluções são passadas sobre o papel com um pincel (se desejarmos utilizar parte da folha) ou colocar a própria folha numa cuvete já com a solução química. Depois é suficiente secar as referidas folhas com um secador de cabelo.<br /><br /><strong>Sensibilização </strong><br />A sensibilização efectua-se com a diluição das seguintes soluções:<br /><br /><strong>Solução concentrada A</strong><br />Citrato férrico amoniacal (verde) 125g. Agua a 15°C até completar 500 ml.<br /><strong>Solução concentrada B</strong><br />Ferricianeto de potássio 75g. Agua a 15°C hasta completar 500 ml.<br /><br />Após a impressão ao sol ou sob uma luz ultravioleta é suficiente passar a folha por água corrente e secá-la.</p><a href="http://www.blogger.com/"></a>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1113954762787093152005-04-20T00:47:00.000+01:002005-04-20T01:09:08.543+01:00Passear mas com tripé!Estação do Tua<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Regua-ao-Tua-043.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Regua-ao-Tua-043.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Ah, não se esqueçam (eu esqueço-me muito) de levar um tripé para fotografar. Quase tão importante como a câmara! Quase tão importante como um filme ... ou um "cartão" digital!<br />E, já agora, façam o favor de visitar o Douro ... é um mundo recheado de belas paisagens que merecem ser registadas. Não só de vinho vive o Douro!!! O resultado melhora se sairem das auto estradas, e fizerem o trajecto dos velhos tempos. Em cada curva, que são muitas, vale bem a pena parar para absorver todo o encanto destas paragens. E, como já fui dizendo, podem fotografar tanto em digital como em analógico (estes termos são o "fim do mundo") - a paisagem não se incomoda com isso. Mas, atenção, "se conduzir não beba" pois o perigo que correm tanto é mau para quem conduz como para quem se cruza connosco como, ainda, para quem fotografa! É que focar com os olhos muito pequeninos não dá jeito. Para pequenos já chegam os visores das câmaras fotográficas. Se não conseguir resistir então vá e venha de combóio! E, se não tiver um tripé, pelo menos um monopé! </div><div align="justify">Só uma achega - por muito de topo que seja a câmara fotográfica quando esta faz uma obturação baixa só mesmo um estabilizador (tripé ou monopé) consegue fazer que as imagens não apareçam tremidas ou escorridas. </div><div align="justify">Se realmente for de combóio, no Tua vá ao restaurante <a href="http://www.netmenu.pt/pass_resumo.asp?pid=105"><strong><span style="color:#009900;">Calça Curta</span></strong></a> que é uma maravilha tanto pela antiguidade como pelo serviço.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1113950333555934372005-04-19T23:24:00.000+01:002005-04-19T23:42:36.623+01:00Fotografia Pinhole (2)Construção de uma Câmara PInhole<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Pinhole%20131.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Pinhole%20131.jpg'></a><br /><br /><div align="justify">Hoje e porque já estou há algum tempo sem vir ao meu blog, vou terminar com a fotografia Pinhole esperando que tenha aberto o apetite para tentarem construir uma pequena câmara que, se tiver o formato 9x12 como a refernciada na imagem, poderão obter fotografias com muito interesse plástico. Afinal, este tipo de registos foi o que deu início à fotografia propriamente dita. Não deixem de tentar; é simples - placa de madeira para cortar com as dimensões (A=15 cms, L=12 cms, F=9,5 cms), tinta preta fosca para pintar a caixa pelo interior, cartolina e papel de alumínio para construir a hipotética objectiva e uma agulha de cozer (finíssima) para fazer o orifício de entrada de luz. Como suporte de imagem podemos utilizar papel fotográfico nas dimensões 9x12 (grau 2 ou multicontraste). Para finalizar só uma chamada de atenção: o papel fotográfico deve ser manuseado sob uma luz vermelha (<a href="http://recursos.cnice.mec.es/bancoimagenes2/buscador/imagen.php?idimagen=27109&zona=col&nivel1=92"><span style="color:#009900;"><strong>inactínica</strong></span></a>).</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1113301118936328642005-04-12T11:06:00.000+01:002005-04-13T00:48:56.536+01:00Fotografia Pinhole (1)As minhas Cameras Pinhole<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Pinhole%2013.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Pinhole%2013.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Pinhole é um processo alternativo de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais. Sua camera artesanal pode ser construída facilmente utilizando-se materiais simples e de poucos elementos. O nome inglês Pinhole ou Pin-Hole pode ser traduzido como “buraco de agulha” por ser uma camera fotográfica que não possui lentes, tendo apenas um pequeno furo (de agulha) que funciona como lente e diafragma fixo no lugar de uma objectiva. Também conhecida como câmera estenopeica, a pinhole é basicamente uma caixa toda fechada onde não existe luz, ou seja, uma camara escura com (normalmente um) pequeno orifício. A diferença básica da fotografia pinhole para uma convencional está na sua óptica. A imagem produzida numa pinhole apresenta uma profundidade de campo quase infinita. Siga o exemplo abaixo indicado<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Pinhole%2012.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Pinhole%2012.jpg" border="0" /></a><br />Para se fazer uma pinhole é muito fácil: só é necessário termos à mão o material necessário, que pode ser desde uma simples caixa de sapatos, latinha de Coca-Cola ou algo semelhante (desde que tenha tampa) como uma caixa de madeira um pouco mais trabalhada. O primeiro passo é transformar esta caixa numa câmara escura. Para isso é necessário escolhermos uma caixa com uma tampa que vede bem o interior da mesma. Com tinta preto-fosco(ex.Robbialac Sintético Fosco) pintamos o interior da camara, inclusive a tampa. Podemos também utilizar um papel cartão preto para forrar a camara, ao invés da tinta. O importante é mantermos a camara realmente escura. Depois, com o auxílio de uma agulha, fazemos um pequeno buraco numa das laterais da caixa/camera. Em alguns casos, onde a dureza do material usado para a camera não permite um furo perfeito (que é fundamental), devemos então fazer um buraco maior e colar sobre ele um pedaço de papel alumínio ou um retalho de latinha de cerveja e neste sim, fazermos o furinho de agulha. Isto irá facilitar e melhorar o trabalho.<br />É importante observarmos que o tamanho do furo deve ser o menor possível, com um diâmetro que não ultrapasse o da ponta da agulha. Isto é relevante em termos de definição focal e nitidez na imagem gerada pela pinhole. Devemos perceber que uma imagem desfocada é consequência de um furo muito grande, isso em relação ao tamanho da camera pinhole. Quanto menor a camera, menor deve ser o furo. Evidentemente que para cada tipo e tamanho de camera, haverá de ser este furo proporcional à distância focal. Considerando que para uma pequena camera, tipo caixinha ou lata, fazemos um furo com agulha, para uma camera de grandes proporções, podemos chegar a um furo com diâmetro de um dedo polegar. Podemos também usar <a href="http://www.eba.ufmg.br/cfalieri/"><strong><span style="color:#009900;">tabelas de cálculo</span></strong></a> para conseguimos um furo no tamanho ideal e preciso. Contudo, nada se compara ao entendimento empírico, experiência artesanal e a simplicidade. Os resultados são sempre mais encantadores. Chamamos de plano focal a distância ideal onde a imagem é projectada com o melhor foco.<br />No meu caso, para ser ainda mais simples, utilizei umas simples caixinhas de rolos de fotografia 35 mm (pretas). Todo o processo é muito simples mas demora o seu tempo a confeccionar pois, por exemplo, relativamente ao furo feito com a ponta da agulha, devemos ter em atenção que este não deixe rebarbas quer para o interior como para o exterior da caixa. </div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1112968891086132942005-04-08T14:57:00.000+01:002005-04-08T15:24:38.366+01:00A Fotografia e o Cinema (continuação)Jules Marey / Smoke Trail<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/muscles01.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/muscles01.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Se os trabalhos de Muybridge são analíticos, podemos dizer que os de <a href="http://www.expo-marey.com/ANGLAIS/indexGB.htm"><span style="color:#009900;"><strong>Jules Marey</strong></span></a> são sintéticos. O rigor científico de <a href="http://www.mnemocine.com.br/cinema/historiatextos/marey/Marey.htm"><strong><span style="color:#009900;">Marey</span></strong></a> impele-o a procurar a maneira de registar a evolução do movimento com um seccionamento preciso de tempo. O seu método consiste em trabalhar com um único aparelho, em vez de uma bateria, como Muybridge, e sobre uma placa diante da qual gira um disco provido de janelas. É o aparelho cronofotográfico, criado em 1883. Pode assim obter, variando a rotação, dez, vinte e até cem imagens por segundo, a velocidades compreendidas entre 1/100 e 1/1000 de segundo. Constrói também, em 1881, uma espingarda fotográfica que, com uma precisão de 1/120 de segundo, dispara uma rajada de doze imagens por segundo.<br />Aperfeiçoa igualmente a "cronografia geométrica": os seus fotografados deslocam-se sobre um fundo sombrio, vestidos de negro e trazendo nos membros faixas brancas. Ilumina-os a intervalos regulares (estroboscopia) e regista as suas deslocações e os movimentos resultantes numa mesma placa.<br />O resultado possui quer carácter científico, porque é um traçado muito gráfico, quer forma artística e poética, em que se inspirará, como veremos mais tarde, um certo número de artistas ligados ao surrealismo e ao futurismo. Entre as numerosas publicações de Marey, é necessário citar O Voo das Aves (1890) e o Movimento (1894). </div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1112967162202234422005-04-08T14:30:00.000+01:002005-04-08T14:56:05.003+01:00A Fotografia e o Cinema - Brinquedos Ópticos<strong>Zoopraxioscópio</strong><br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/zootropio%203.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/zootropio%203.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Financiado pela Universidade de Filadélfia, Muybridge realiza, entre 1884 e 1885, mais de 20 000 placas, que serão objecto de uma selecção de 781 pranchas, editadas sob o título Animal Locomotion, onde são decompostos os movimentos dos desportistas, pessoas a trabalhar, deficientes, contorcionistas. Estas análises mostram as diferentes etapas de um movimento fixadas em 1/1000 de segundo e realizadas num lapso de tempo muito curto (um a três segundos). Algumas destas fotografias são reproduzidas em desenho, em pranchas cilindricas de um zootrópio, para reconstituir o movimento dos passos do cavalo. Em 1881, Muybridge consegue projectar imagens com um <a href="http://213.48.46.171/museum/muybridge/"><strong><span style="color:#009900;">zoopraxioscópio</span></strong></a> ou fenaquistiscópio, inventado em 1833. Este aparelho é constituído por um disco de vidro no qual se dispõem as imagens pela ordem pela qual foram obtidas. Este disco gira diante de um dispositivo de visão, cujas ranhuras giram em sentido contrário, e que projecta as imagens num ecrã. </div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1112012075020890742005-03-28T13:12:00.000+01:002005-03-28T13:31:11.326+01:00O Olho Humano - lentes - óculosOs primeiros óculos - lunetas<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/oculos_antigo.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/oculos_antigo.jpg'></a><br /><br /><p align="justify"> </p><p align="justify">Apesar de ser um dispositivo ao mesmo tempo maravilhoso e misterioso, o olho humano nem sempre funciona de modo perfeito. O defeito mais comum é o astigmatismo, causado geralmente pela curvatura imperfeita da córnea. Devido a esta falta de simetria, por exemplo, os raios luminosos que entram no olho são refractados em maior grau no plano vertical do que no horizontal, ou vice-versa, produzindo-se assim uma distorção da imagem. A focalização inexacta, muitas vezes causada pela córnea, é outro defeito comum. Em alguns indivíduos o foco está antes da retina, causando a miopia - incapacidade de ver objectos distantes. Em outros, o ponto focal fica atrás da retina, causando a hipermetropia - incapacidade de ver objectos de perto. A idade também provoca alteração no funcionamento do olho. À medida que o homem envelhece, o cristalino perde grande parte de sua flexibilidade, e os músculos têm cada vez mais dificuldade para engrossá-lo ou achatá-lo. Quando o cristalino não mais consegue focalizar de perto, ocorre a presbiopia.</p><p align="justify"><br />Esquema<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Hipermetropia.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Hipermetropia.jpg'></a><br /><br />Até o início do século XIV, as pessoas com deficiência de visão não dispunham de qualquer recurso para solucionar, mesmo parcialmente, esse problema: os óculos eram ainda desconhecidos. Apesar de fundamentalmente simples, a fabricação de lentes exigia a utilização de técnicas até então desconhecidas: além da compreensão das leis da óptica e do funcionamento das lentes, era necessário desenvolver métodos de produção de vidro transparente e de desgaste das lentes na curvatura correcta. Isso só pôde ser realizado a partir de 1300.Até o início do século XIII, a manufactura de vidro transparente de alta qualidade era monopólio dos artesãos de Constantinopla. Os bizantinos haviam descoberto que para fabricar vidros não coloridos era indispensável usar ingredientes químicos puros; entretanto, adicionavam pequenas quantidades de chumbo à composição, para proporcionar uma boa transparência ao produto final.Esse monopólio foi finalmente rompido quando os venezianos atacaram Constantinopla durante a Quarta Cruzada (1202-1204). Graças a esse empreendimento militar, os venezianos puderam contar com a experiência de numerosos trabalhadores da indústria vidreira bizantina. Suas técnicas, até então exclusivas, foram levadas às fábricas de vidro dos territórios venezianos do Mediterrâneo e do norte da Itália. Ali foi possível aliar os conhecimentos de óptica à prática de produzir lentes. Durante os séculos seguintes, o uso de óculos espalhou-se por toda a Europa.Os primeiros óculos tinham armações pesadas, feitas de cobre, chumbo ou madeira. Mais tarde introduziu-se o couro, o osso e o chifre; as armações leves começaram a ser fabricadas no século XVII. Quase cem anos depois empregou-se casco de tartaruga, e os óculos assumiram formato semelhante ao actual</p>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1111888733509074072005-03-27T02:50:00.000+01:002005-03-28T17:01:26.020+01:00Páscoa em blogO início do marketing (ainda soft)<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/kodakgirl_50s.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/kodakgirl_50s.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">Hoje vou ser breve. É dia de Páscoa e os meus amigos e amigas não vão poder estar a perder o seu tempo em família a visitar o meu blog. Entretanto estive na minha "oficina de blog" a arrumar algumas coisas e a colocar ligações, uma falta que tinha que reparar. Contudo, ainda não sei deslocar-me muito bem dentro do "htm" e, por tal motivo, vou devagar. Relativamente à imagem que hoje coloquei, é mesmo por ser um dia de festa e penso que para acompanhar o texto nada melhor que este prospecto da Kodak.</div><div align="justify">A todos uma boa Páscoa.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1111494636189693742005-03-22T12:19:00.000Z2005-03-22T12:38:02.803ZRichard Avedon - O Retrato e a ModaEdgar and Johnn Winter, cantores de rock - Nova York.<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Edgar Winter and Johnny Winter, rock singers, New York City.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Edgar Winter and Johnny Winter, rock singers, New York City.jpg'></a><br /><br /><p align="justify">Richard Avedon nasceu em 1923.<br />Realizou estudos de filosofia na Universidade de Columbia em NY, antes de se consagrar à fotografia como autodidacta.<br />Em 1944 conheceu Alex Brodovitch director artístico da Harper’s Bazaar com o qual trabalhou durante muitos anos.<br />Em 1959 editou “Observações”. A obra continha apenas retratos de personalidades e algumas fotografias de moda. Os seus retratos em fundo branco faziam afluir à superfície a intimidade dos seres humanos, os quais chamaram a atenção pela primeira vez do público e dos artistas.<br />As suas fotografias de moda, para as quais tinha a sua própria visão de um mundo de imagens vitais, muito próximas da vida, valeram uma enorme publicidade. Com efeito Avedon rompeu com a fotografia de estúdio, levando os seus modelos para as ruas; a fotografia <a href="http://www.fotorevista.com.ar/Maestros/Maestros.htm"><strong><span style="color:#009900;">“Dovima com elefantes”</span></strong></a> é uma das mais célebres e marcou o começo de uma nova era.<br />A fotografia de moda de Avedon foi desaparecendo cada vez mais com o passar dos anos e a que produzia nos anos 70 aproximava-se mais dos seus retratos fotográficos convertendo-se numa referência para uma grande geração de fotógrafos.<br />Richard Avedon morreu a 1 de Outubro de 2004.</p>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1111426221401784752005-03-21T17:28:00.000Z2005-03-21T23:44:22.790ZA Encomenda<strong><span style="font-size:85%;">Quase Moda (<a href="http://www.pdngallery.com/legends/legends9/"><span style="color:#009900;">Richard Avedon</span></a>)<br /></span></strong><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Fotografar.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Fotografar.jpg" border="0" /></a><br /><br /><strong>Encomenda<br /></strong><br />Desejo uma fotografia<br />Como esta – o senhor vê – como esta:<br />Em que para sempre me ria<br />Com um vestido de eterna festa.<br /><br />Como tenho a testa sombria,<br />Derrame luz na minha testa.<br />Deixe esta ruga que me empresta<br />Um certo ar de sabedoria.<br /><br />Não meta fundos de floresta<br />Nem de arbitrária fantasia...<br />Não... nesse espaço que ainda resta<br />Ponha uma cadeira vazia.<br /><br /><span style="font-size:85%;"><strong>Sol Fressato</strong></span><br /><br /><span style="font-size:85%;">Soleni T.B.Fressato é graduada e mestre em História pela Universidade Federal do Paraná, pesquisadora da relação imagem-história e imagem-cognição, integrante da Oficina Cinema-História e coordenadora da equipe de redacção da Revista O Olho da História.</span>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1111414849424720072005-03-21T14:10:00.000Z2005-03-21T17:46:57.666ZAs aulas do retrato (2)<div align="justify">Alunos do 10º.Ano (2) - 2004/2005<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Alunos-(2).jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Alunos-(2).jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-size:85%;"><strong>Prof.Jorge Rego<br /></strong></span><br />Para que não fiquem uns a chorar e outros a rir, vou colocando paineis de imagens dos meus alunos do 10º. Ano de fotografia subordinadas ao tema "<a href="http://www.itaucultural.org.br/AplicExternas/Enciclopedia/artesvisuais2003/index.cfm?fuseaction=Detalhe&CD_Verbete=3838"><strong>retrato</strong></a>".<br />Nem sempre é fácil fazer bons retratos, porém, com tempo, paciência e cuidado, vamos conseguindo bons resultados.<br />Aproximamo-nos bastante do modelo entre 1,2-1,5 metros a fim de lhe concedermos um papel preponderante. Estudamos o modelo sob diversos ângulos. Uma posição a 3/4 é geralmente a mais natural. O fundo também é importante. Se este contiver muitos pormenores devemos colocá-lo em desfoque, caso contrário, da forma como são realizadas estas aulas, preferimos tirar o maior partido do próprio modelo, utilizando fundos neutros, normalmente pretos.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1111324439476586792005-03-20T13:04:00.000Z2005-03-21T13:51:23.140ZVelocidade de obturaçãoUtilizando velocidades baixas de obturação conseguimos obter imagens com movimento.<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Movimento-001.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Movimento-001.jpg" border="0" /></a><br /><em><span style="font-size:85%;">Fotografia de Michael Langford</span></em><br /><em><span style="font-size:85%;"><br /></span></em><em><span style="font-size:85%;"></span></em><div align="justify"><strong>Velocidade<br /></strong><br />O que caracteriza as fotografias realizadas antes da introdução do gelatino-brometo de prata é que o instantâneo é praticamente impossível, mesmo se, por vezes, encontramos algumas imagens que provam a existência de tentativas nesse sentido. Se concordarmos com a tese defendida por <a href="http://perso.wanadoo.fr/galerie.du.forum/forum/forum_02conf_frizot.htm"><span style="color:#009900;"><strong>Michel Frizot</strong></span></a>, na sua Nova História da Fotografia, os fotógrafos não se encontravam de modo nenhum frustrados pela impossibilidade de fixar objectos em movimento ou pessoas a andar. Contentam-se com a exposição longa e admitem que um objecto móvel se apresente impreciso na fotografia, uma vez que se desloca. A representação nítida de qualquer objecto móvel depende de três factores: a velocidade de obturação, o sentido do deslocamento do objecto móvel e o seu afastamento em relação ao aparelho. Portanto, é esta velocidade<br />relativa que será necessário controlar. </div><div align="justify">Para mim é irrelevante que uma imagem denuncie ou não um objecto em movimento, isto é, se soubermos utilizar convenientemente as velocidades de obturação de uma câmara fotográfica, a simples razão dessa mesma imagem mostrar "arrastamento" não criticável. O que interessa é que nós saibamos como fazê-lo e se isso acontecer qual a razão.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1111017852067821952005-03-17T00:03:00.000Z2005-03-17T00:59:29.850ZLentes e formação de imagemTodo o raio que passa pelo centro óptico (que é o centro geométrico da lente) não sofre qualquer desvio.<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/A_LC.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/A_LC.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify">O que será que uma máquina fotográfica tem em comum com um microscópio, um projector de filmes de cinema, uns óculos, uns binóculos, uma luneta, um retroprojector etc... ???<br />É claro que já deve ter a resposta. Todos eles funcionam por causa das lentes que possuem.<br />Imagine se não existisse nada que fosse capaz de aumentar ou diminuir o tamanho das imagens dos objectos. A fotografia de uma pessoa, por exemplo, teria o mesmo tamanho da pessoa. Imagine o tamanho da máquina fotográfica necessária para isso!!! Por outro lado, não poderíamos ver coisas muito pequenas através do microscópio, pois este não iria nos fornecer uma imagem maior do objecto observado. O microscópio neste caso não serviria para muita coisa.<br />Mas elas existem, felizmente, e por causa disso podemos ir ao cinema, tirar fotografias, ver televisão, ver melhor (para quem usa óculos), observar coisas pequenas através dos microscópios, ver a lua de pertinho (com uma luneta) etc... </div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1110930421189652892005-03-15T23:29:00.000Z2005-03-15T23:53:52.886ZAurélio da Paz dos Reis - A consultarAurélio da Paz dos Reis,(Tropas monárquicas depõem armas), Lisboa, 5 de Outubro de 1910.<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Aurelio_Republicano (23).jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Aurelio_Republicano (23).jpg'></a><br /><br /><div align="justify">Quem gosta de fotografia e de fotografar deve adquirir o Cd de Aurélio da Paz dos Reis à venda no <a href="http://www.cpf.pt/"><span style="color:#666666;"><strong>CPF</strong></span></a> (Centro Português de Fotografia). É um repositório da sua vida e de todas as suas facetas, acompanhado de belas imagens e textos. </div><div align="justify">Não devemos também esquecer outros fotógrafos que honraram a Cidade do Porto e não só tais como Domingos Alvão, Tavares da Fonseca, Teófilo Rego e outros tantos muitas vezes esquecidos talvez por não se quererem "colar" ao <em>jet set</em> da época. A seu tempo farei referncia dos mesmos neste blog.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1110740479149020142005-03-13T18:37:00.000Z2005-03-17T01:20:53.523ZAurélio da Paz dos ReisCarnaval no Porto (1908)<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Aurelio Paz dos Reis (2)6.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Aurelio Paz dos Reis (2)6.jpg'></a><br /><br /><div align="justify">Isto é assim: todos amamos a fotografia de um modo ou de outro e, quando digo todos, estou a referir-me a quem mesmo dedica muito do seu tempo no registo de imagens, na procura de novos modos de interpretar uma paisagem ou um lugar ou, ainda, no descer à tulha da qualidade e desencantar fotógrafos que fizeram história e que trouxeram até aos nossos tempos imagens "lindas" das suas cidades e não só. O fotógrafo a que me estou a referir é Aurélio da Paz dos Reis, nascido no Porto. Quem foi à sua procura foi o meu grande amigo <a href="http://cidadesurpreendente.blogspot.com/"><strong><span style="color:#009900;">Carlos Romão</span></strong></a> e que me fez reviver fotografias de espanto, guardadas na minha memória mas "esquecidas" na vida desenfreada que tenho de não ter tempo para parar! Isto de "pararmos" também deve ser um método de viver. Não significa ficarmos estáticos mas ter tempo para voltar a coordenar tudo aquilo que na nossa cabeça já anda um pouco a monte. E eu, como fotógrafo, preciso realmente de parar um pouco para estudar, voltar a ver imagens guardadas no subconsciente e organizar-me por forma a compensar e a ordenar novamente as minhas ideias e os meus modos de ver.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><strong>Breve biografia de Paz dos Reis</strong></div><div align="justify">Foi o pioneiro do cinema português. (Nasceu no Porto em 28.7.1862 e morreu em 19.9.1931). Foi também floricultor. Foi o criador da primeira empresa que houve em Portugal para a expansão de flores e sementes. Como revolucionário republicano, participou na revolta de 31.1.1891 e foi director (1891) e segundo secretário (1896) do Ateneu Comercial e vice-presidente do senado da Câmara Municipal do Porto (1914-1922). Fotógrafo amador, Aurélio da Paz dos Reis conseguiu reunir uma colecção enorme de aspectos citadinos, acontecimentos públicos, festas, etc. Associou-se ao comerciante portuense António da Silva Cunha para a exploração do cinema e projecção, com a qual rodou uma série de pequenos filmes, à volta de 40 películas, que exibiu em Portugal e no Brasil. </div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1110501990349683192005-03-11T00:28:00.000Z2005-03-17T01:12:00.366ZInstantes brevesLavadores / Portugal<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Por-do-Sol-(14).jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Por-do-Sol-(14).jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-size:8;">Jorge Rego</span><br /><br /><br /><div align="justify">São instantes breves, quase só instantes! Nem sempre a luz é a mesma, nem sempre eu estou ali quase ao lado do sol e simultaneamente tão longe dele. Esta luz tem um tempo muito breve, tão breve que tenho pouco tempo para pensar, enquadrar, diafragmar e mesmo disparar! O tema é muito procurado; existem imensas imagens do pôr do sol, mas quase sempre o fotógrafo não tem paciencia para esperar pela intensidade e cor ideal. Ontem eu e a praia esperamos por ele para que a fotografia resultasse. É só mais um pôr do sol e um nascer do dia para quem está do outro lado do mar! Esta é mais uma história sobre fotografia contada por mim, pela minha cãmara e pelo filme que a gravou. A minha companhia feminina (minha mulher, que tem o seu fotolog próprio - <a href="http://www.fotolog.net/mariarego/"><strong><span style="color:#009900;">O Espreita</span></strong></a>) também resultou ... está aqui atrás da imagem comigo, ajudando a conseguir aquela paciencia que muitas vezes não tenho.</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1110483233711463672005-03-10T19:02:00.000Z2005-03-10T20:06:07.003ZA Fotografia e Linguagem ArtísticaLe Gray - 1820-1884<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/Le Gray_Factory zoom3.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/400/Le Gray_Factory zoom3.jpg'></a><br /><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Se Robinson e Rejlander tinham fixado as regras para que a fotografia fosse considerada uma arte, sem todavia o conseguirem verdadeiramente, fotógrafos do mesmo período faziam um efectivo trabalho de criadores, sem necessariamente o reivindicarem. Esse é o caso, nomeadamente, das explendidas paisagens de <strong>Le Gray</strong>, os nus e os ramos de flores de Adolph Braun, as naturezas mortas de Henry Le Secq, as composições florais de Charles Aubry e os inesquecíveis retratos de Nadar.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;">O <strong>picturalismo</strong> - Na década de 1880, Peter Henry Emerson (1856-1936) insurge-se contra as criações pré rafaelitas, as fotomontagens histórico-bíblicas, mas também contra a grande aridez da precisão fotográfica. Influenciado pelas teorias naturalistas dos pintores de Barbizon e pelos impressionistas, enaltece a transmissão das sensações percebidas pelo olhar. Numa obra intitulada <em>Naturalistic Photography</em>, editada em 1889, e que envia a todos os clubes de fotografia ingleses, expõe as suas teorias fundadas na recusa da ampliação e do retoque e defende que uma ligeira imprecisão da fotografia dá melhor conta da percepção. Preconiza a impressão em papel de platina, que julga ser mais artística. As suas imagens da Inglaterra rural estão muito próximas das telas de Millet e de Whistler.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;font-size:85%;"><em>(História da Fotografia-Pierre Jean Amar)</em></span></div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1110322526578273262005-03-08T22:51:00.000Z2005-03-21T17:46:39.930ZAs aulas do retrato (1)Alunos do 10 Anoº. (1) - 2004/2005<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/320/Alunos1.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/320/Alunos1.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-size:85%;"><strong>Prof.Jorge Rego</strong></span><br /><p align="justify"><br />Este ano lectivo com a chegada de novos programas estou a leccionar no 10º. ano a disciplina de fotografia com um tema generalizado – o retrato. Aqui os alunos vão ter que elaborar imagens de modo a conseguir um registo dos seus colegas de uma forma diferente daquela que normalmente o fazem fora das aulas. Não se trata de manipular a intenção do aluno mas ensinar-lhe que um retrato pode ser mais que uma simples fotografia de alguém. Se eu não conseguir fazê-lo através do acto fotográfico, por vezes será melhor descrevê-lo por escrito ou mesmo falado. A fórmula é deixar mais livre o espaço de criação, isto é, não será necessário preencher o fotograma com o rosto por inteiro. A melhor expressão, o melhor olhar ou mesmo o melhor trejeito poderá identificar da melhor forma o outro. Para que tudo isto aconteça, é preciso ter uma boa educação visual e fazer com que uma imagem “funcione bem” dentro de um rectângulo.<br /><br />___________________________</p><p><br /><em>A gente olha e pensa: quando aperto? Agora? Agora? Agora? Entende? A emoção vai subindo e, de repente, pronto. É como um orgasmo, tem uma hora que explode. Ou temos o instante certo, ou o perdemos para sempre. E não podemos recomeçar. O desenho é uma meditação enquanto que a foto é um tiro. Pode-se apagar um desenho e fazer outro. Não se está lutando contra o tempo. Tem-se todo o tempo pela frente, é uma meditação. Mas com a foto há uma espécie de angústia constante pelo fato de estar presente. Mas é uma angústia muito calma</em>."</p><p>[Henri Cartier-Bresson]</p>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1110309551943752032005-03-08T18:59:00.000Z2005-03-09T00:56:43.290ZNikkormat - A lenda está vivaNikkormat FTn<br /><a href="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/320/Nikon-FTn-001.jpg"><img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/179/2354/200/Nikon-FTn-001.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-size:8;">Jorge Rego</span><br /><br /><div align="justify">É verdade! O que está vivo sempre aparece. Neste caso, voltei ao fim de algum tempo de interrupção por motivos de trabalho e trouxe comigo uma verdadeira máquina - <strong>NIKKORMAT</strong> - a menina dos olhos da Nikon, a câmara que não tem fim. Já possuí várias máquinas Nikkormat e todas vendi mas a doença voltou e agora comprei mais uma com praticamente 40 anos e em estado absolutamente rigoroso. Parece um brinquedo adquirido mas não é. A Nikkormat é e continua a ser uma das câmaras de grande qualidade e prestígio que apareceu no mercado nos anos 60! Sim, nos anos dos Beatles, dos Rollig Stones, dos Bee Gees, Cat Stevens ou ainda durante a Guerra do Vietname ou mesmo da ida à Lua! Era o tempo das novidades, do crescer ou não, de ter todo o tempo do mundo para admirar uma paisagem, enquadrar com olhos de ver, estudar o melhor diafragma ou a velocidade ideal. </div><div align="justify">Trabalho imenso com uma Nikon Digital (qualidade sem dúvida) mas só o som do obturador da Nikkormat é um espanto! Depois comparo aquilo que fiz tanto com uma como com a outra e, não sou "Velho do Restelo" mas ainda vou arrancar aos negativos pequenas grandes diferenças para melhor! Prata é prata! Depois, já não me lembro bem quem me o disse mas, é como o escritor "que se presa" (excessos), "bate" os seus textos numa velha máquina de escrever, talvez, uma <em>Remington (inventadas e desenvolvidas na segunda metade do século XIX, contribuíram decisivamente para um grande impulso nas comunicações da época.)</em> pois, o entendimento é mais "tu cá, tu lá"... foi ali que ele começou!</div><div align="justify">NB. - A câmara na imagem tem a designação "Nikomat" utilizada no Japão. Para o resto do mundo o nome foi "Nikkormat".</div><div align="justify">Um abraço</div>Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-9159660.post-1103161341323209662004-12-16T01:42:00.000Z2004-12-16T01:45:38.763ZNão sei escrever...talvez<br /><a href='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/50/astrand4.1.jpg'><img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/179/2354/200/astrand4.1.jpg'></a>
<br />Paul Strand
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<br />O fotógrafo não é necessariamente um bom escritor ou contador de histórias. O fotógrafo escreve com imagens que falam e que exprimem muito mais que uma simples legenda. É essa a tarefa de quem fotografa. A fotografia é uma outra forma de arte como a do escritor que é fundamentalmente escrever e do mesmo modo comunicar. Não sei se consigo passar aquilo que quero dizer neste blog mas sei que, todo esse esforço é compensado com as minhas imagens que um dia venha a mostrar. A fotografia acima exposta é de um grande fotógrafo do princípio do século XX - Paul Strand. Das imensas fotografias que realizou somente colocou uma única legenda numa delas. Realmente, como afirmei no início, a legendagem pode ser supérfula ou mesmo destruir todo o significado da nossa imagem. Na escrita, temos que iniciar e acabar um pensamento para que este possa ser interpretado por quem o lê. Na imagem, só porque a circunscrevemos num rectangulo, deixamos de mostrar muita "coisa" que ficou do lado de fora deste e, por consequencia, quase mentimos fotografando. A fotografia será também a arte da síntese e assim, com um bom enquadramento, uma boa luz e muito sentimento temos de a mostrar por forma que a mesma fale por si, para que se consiga perceber aquilo que o fotógrafo não nos quis mostrar, quando escondeu elementos que porventura lá se encontravam no acto do disparo.
<br />Jorge Regohttp://www.blogger.com/profile/07045562851949298327noreply@blogger.com