Thursday, May 26, 2005

Fotógrafos do Mundo

Sebastiao Salgado


Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Ribeiro Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito crianças. Filho de um pecuarista, estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar seus estudos para o doutorado em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973.
Depois de levar emprestada a câmera de sua mulher, Lélia, para uma viagem à África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o seqüestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a se dedicar a projetos de documentários mais elaborados e pessoais.
Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.
Fotógrafo reconhecido internacionalmente e adepto da tradição da "fotografia engajada", Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazônia, que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado mora atualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projeto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.

Retirado de Sebastião Salgado - " O Mundo da Maioria"

Fotógrafos do Mundo



Robert Capa
Robert Capa, Andrei Friedmann, aliás Robert Capa, nasceu em Budapeste a 22 de Outubro de 1913. Durante os seus estudos secundários, frequenta os meios culturais marxistas. Foi fichado pela polícia e teve que se exilar em 1930. Dirigiu-se para Berlim onde se inscreve na Faculdade de Ciencias Políticas e aproxima-se do meio jornalístico. Encontra trabalho na "Dephot" a maior agência de jornalismo da Alemanha naquela época. A sua carreira de fotógrafo começa no fim do ano de 1931, uma vez que aparece a fotografar no meio de múltiplas dificuldades, Léon Trotsky durante um congresso em Compenhaga. O aparecimento do nazismo faz com que em 1932 ele tenha que deixar Berlim dirigindo-se para Viena e depois para Paris. Em 1934 encontra Gerda Taro e no ano seguinte, ambos criam a personagem de Robert Capa, repórter mítico de nacionalidade americana pelo que André Friedmann se declara associado a Gerda Taro, sua secretária. O nome de Robert Capa de repente fica célebre e logo que se descobre que ele se serve de um pseudómino, a notoridade do repóter está desde logo assegurada. Em 1936, Capa e Gerda Taro partem em reportagem para o meio da Guerra Civil em Espanha, onde Gerda encontra a morte no ano seguinte. Em 1938, Capa dirige-se para a China para fotografar o conflito sino-japonês, voltando de novo a Espanha em 1940, logo que a França cai sob o jugo nazi, retirando-se seguidamente para os Estados Unidos onde começa a trabalhar para a revista "Life". Seguidamente vai para Inglaterra, depois para a Algéria. Em Maio de 1944 participa no desembarque da Normandia. Depois da guerra, com Davis Seymour, Henri Cartier-Bresson. George Rodger e William Vandoivert, funda a Agência Magnum (constituida oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, ocupa-se na organização da estrutura partindo seguidamente para o "terreno". Em 1954, quando trabalhava na Indochina para a revista Life, morre ao saltar sobre uma mina.

Friday, May 06, 2005

Histórias da minha vida

A velha Keystone


Hoje é dia de sair a fotografar para mim.
Aproveito uma manhã luminosa, limpa e com a paisagem a vestir-se de uma luz que a torna mais bonita, alegre e reconhecível. Estão lá todas as cores, azuis, verdes, amarelos, vermelhos e ainda os diversos tons que, embora fotografando a preto e branco, ficam todos igualmente registados. Ao longe consigo ver um enorme rebanho que desenha na encosta um quadro bucólico. Estou a tentar organizar dentro do rectângulo do meu visor o melhor dos enquadramentos, sem plastificar demasiado a cena que estou visualizando. Preparo a câmara, a objectiva adequada, enquadro, meço bem a luz e faço o disparo. Mais tarde, verei se foi conseguido aquilo que idealizei – agarrar com toda a força, a força dessa imagem. E continuo, olhando o que me rodeia, cumprimentando este ou aquele que por mim passa, conhecido ou não, pois no campo, nas aldeias, todos merecemos pelo menos “um bom dia”. Eles já me conhecem de me verem sempre de máquina a tiracolo... Eu já os conheço, de os ver puxando o carro de bois, com canas às costas vergados sobre um cajado. Estas gentes não têm máquina fotográfica, mas através dos seus contos, das suas vivências, conseguem mostrar-me retratos da vida do campo, das colheitas, da tigela de caldo e do copo de vinho que dão sempre um alento para mais umas horas de trabalho na lavoura.
Continuando ladeira abaixo deparo-me com flores silvestres a rirem ao sol desta manhã solarenga a pedirem um retrato para o álbum campesino. Faço mais esta fotografia pois, não ocupa espaço no meu arquivo e consegue decorá-lo um pouco mais. Depois, são miosótis, margaridas, girassóis e um sem número de pequeninas flores que na borda dos caminhos dão mais alegria a quem passa.
É quase meio dia, hora de almoçar mas, antes disso, vou passar pela beira do rio, ouvir o som da água a bater no cais e ver o picar dos peixes, outra oportunidade para fazer mais um "boneco", desta vez, uma foto por forma a mostrar a grandeza da albufeira que se espraia até à barragem.
São horas de voltar, de meter o material na saca. O calor é intenso e ainda tenho uns bons três quilómetros a percorrer.
A minha chegada a casa é de imediato detectada pelo ranger do grande portão que lhe dá acesso... “Fizeste muitas fotografias?... Ficaram bonitas...? Nunca mais chegavas!” É a aposta que fazem em mim, pelo menos a minha mulher e os meus filhos. São eles quem mais podem vibrar com o meu sucesso, quem mais se pode orgulhar da qualidade das minhas imagens, quem mais me pode acompanhar quando as coisas não correm como deve ser... “Vai em frente, não desistas... esta é a tua paixão – fotografia!

Wednesday, May 04, 2005

Estranha Camara Escura

Renault Juvaquatre. Não este não é o meu carro
actual mas sim o seu tetravô. Era mais bonito!!!!!


NB - Este texto já foi publicado no primeiro blog que iniciei mas que descontinuei por falta de tempo, mesmo muito tempo no ano de 2003. Era o "Apanha Imagens".
Tenho o telefone a tocar. Outra máquina ligada ao tempo. Tempo de, porventura, escutar um cliente que requisita um trabalho para “ontem” ... É verdade. Normalmente, os trabalhos já deviam estar prontos antes de se fazerem! É verdade ... a massificação desta sociedade, não deixa quase nada para criar! Tudo tem que aparecer feito seja de que forma for e, se possível barato, como se esta profissão fosse um puro diletantismo. Atendo. Amanhã, Quarta-feira, terei que me deslocar a Guimarães para fotografar um andar modelo de forma a que os diapositivos estejam prontos a serem inseridos num anúncio a colocar num determinado jornal no próximo fim de semana. Como pode ser? Que ideia faço eu, neste momento, daquilo que vou fotografar? Precisaria de ver primeiro. Estudar os espaços para depois organizar o material a deslocar para o local. Mas tem que ser feito e, desta forma, nada melhor que transportar praticamente o estúdio inteiro. São malas e mais malas, câmaras fotográficas, iluminação electrónica, tripés, girafas, fotómetros, etc.etc. Tudo para a mala do carro, mais carro que automóvel, pois quem o vir deverá pensar que vou ou que venho de uma feira. Para trabalhar assim desta forma, é necessário ter muitos anos de fotógrafo e saber ou tentar advinhar aquilo que vai encontrar. A maior parte das vezes, nada é minimamente planeado pelo cliente. E esse planeamento, aprendi com a passagem por grandes empresas que me ensinaram a forma mais rentável de trabalhar e consequentemente de obter melhores resultados. Claro que não se é fotógrafo só porque queremos ser fotógrafos mas também é verdade que também não se é industrial só porque queremos ser industriais. A facilidade com que organizam uma “desorganização” é espantosa e, depois, os lucros podem ser rápidos, mas esvaiam-se também rapidamente. O meu lema foi sempre o seguinte: aquilo que é “barato” ou se produz “barato” não pode ter a qualidade final que se espera. Na fotografia dificilmente há milagres.
Roland Barthes afirma que, “fotografar é vermo-nos a nós próprios à escala da história.

Fotógrafos Anónimos

Gare de Montparnasse - 1895 (Anónimo)


Existem realmente muitas fotografias de grande qualidade que não conseguimos descobrir quem as realizou. Talvez isso faça parte da modéstia de muitos fotógrafos que não assinam as suas imagens e, se as assinam, os seus nomes não dizem grande "coisa" ao comum da sociedade elitista. É que, para sermos bons naquilo que fazemos, seja qual for a profissão ou arte não é necessariamente obrigatório que estejamos inseridos num ou outro meio social. Tenho visitado muitas exposições, neste caso de fotografia, que deixam muito a desejar a quem as realizou e a quem as promoveu; sobretudo são um atentado a um dos objectivos que as move que é a parte didáctica. Não estou aqui a defender ou atacar seja quem for mas penso que aquilo que é bom de observar, que não é ruído visual, que sobretudo educa deve ser registado e mencionado o seu autor mesmo que não esteja na ribalta ou ainda fora dos circuitos normais de divulgação. Só entendo a arte quando esta é de todos e chega a todos e, já agora, devidamente identificada!

Tuesday, May 03, 2005

Cianotipia



A Cianotipia é um sistema de impressão negativo-positivo. Foi inventado em 1842 por Sir John Herschel, baseando-se na descoberta que determinados sais de ferro eram sensíveis à luz.
O seu nome deriva pelo intenso azul (do grego cyanos, azul escuro) sobre o qual aparece uma imagem branca (ou a cor branca do papel de suporte). Ficou também conhecido pelo nome de processo ferroprussiato, devida à cor do composto chamado azul da Prússia ou ferricianeto férrico.
Os cianotipos podem obter-se tanto a partir de negativos comuns como de desenhos ou reproduções em materiais transparentes ou translúcidos. O original actua como um negativo. No cianotipo, os elementos escuros aparecem claros, e os claros aparecem escuros. As soluções químicas para a sensibilização do papel ou das telas são fáceis de preparar e utilizar. Não necessita de revelação; a imagem aparece directamente e se transforma em permanente mediante uma lavagem com água.
É necessário que a impressão seja por contacto, com exposição à luz solar ou a uma potente lâmpada ultravioleta; por isso é de toda a conveniência ampliar previamente os negativos ou outros originais para o tamanho final desejado de modo a serem positivados.

Película negativa


O mais adequado é utilizar película para duplicação directa de negativos de tão contínuo, de forma a ampliar negativos.

Materiais sensíveis e manipulação do processo

Qualquer papel de boa qualidade que possa ser molhado e seco sem se deteriorar resultará de boa utilidade para a cianotipia. Papeis finos (de pouca gramagem) podem romper-se facilmente quando humedecidos e apresentar ondulação depois de secos. Um bom papel é o de aguarela (utilizado em pintura).
As soluções são passadas sobre o papel com um pincel (se desejarmos utilizar parte da folha) ou colocar a própria folha numa cuvete já com a solução química. Depois é suficiente secar as referidas folhas com um secador de cabelo.

Sensibilização
A sensibilização efectua-se com a diluição das seguintes soluções:

Solução concentrada A
Citrato férrico amoniacal (verde) 125g. Agua a 15°C até completar 500 ml.
Solução concentrada B
Ferricianeto de potássio 75g. Agua a 15°C hasta completar 500 ml.

Após a impressão ao sol ou sob uma luz ultravioleta é suficiente passar a folha por água corrente e secá-la.

Wednesday, April 20, 2005

Passear mas com tripé!

Estação do Tua


Ah, não se esqueçam (eu esqueço-me muito) de levar um tripé para fotografar. Quase tão importante como a câmara! Quase tão importante como um filme ... ou um "cartão" digital!
E, já agora, façam o favor de visitar o Douro ... é um mundo recheado de belas paisagens que merecem ser registadas. Não só de vinho vive o Douro!!! O resultado melhora se sairem das auto estradas, e fizerem o trajecto dos velhos tempos. Em cada curva, que são muitas, vale bem a pena parar para absorver todo o encanto destas paragens. E, como já fui dizendo, podem fotografar tanto em digital como em analógico (estes termos são o "fim do mundo") - a paisagem não se incomoda com isso. Mas, atenção, "se conduzir não beba" pois o perigo que correm tanto é mau para quem conduz como para quem se cruza connosco como, ainda, para quem fotografa! É que focar com os olhos muito pequeninos não dá jeito. Para pequenos já chegam os visores das câmaras fotográficas. Se não conseguir resistir então vá e venha de combóio! E, se não tiver um tripé, pelo menos um monopé!
Só uma achega - por muito de topo que seja a câmara fotográfica quando esta faz uma obturação baixa só mesmo um estabilizador (tripé ou monopé) consegue fazer que as imagens não apareçam tremidas ou escorridas.
Se realmente for de combóio, no Tua vá ao restaurante Calça Curta que é uma maravilha tanto pela antiguidade como pelo serviço.

Tuesday, April 19, 2005

Fotografia Pinhole (2)

Construção de uma Câmara PInhole


Hoje e porque já estou há algum tempo sem vir ao meu blog, vou terminar com a fotografia Pinhole esperando que tenha aberto o apetite para tentarem construir uma pequena câmara que, se tiver o formato 9x12 como a refernciada na imagem, poderão obter fotografias com muito interesse plástico. Afinal, este tipo de registos foi o que deu início à fotografia propriamente dita. Não deixem de tentar; é simples - placa de madeira para cortar com as dimensões (A=15 cms, L=12 cms, F=9,5 cms), tinta preta fosca para pintar a caixa pelo interior, cartolina e papel de alumínio para construir a hipotética objectiva e uma agulha de cozer (finíssima) para fazer o orifício de entrada de luz. Como suporte de imagem podemos utilizar papel fotográfico nas dimensões 9x12 (grau 2 ou multicontraste). Para finalizar só uma chamada de atenção: o papel fotográfico deve ser manuseado sob uma luz vermelha (inactínica).

Tuesday, April 12, 2005

Fotografia Pinhole (1)

As minhas Cameras Pinhole


Pinhole é um processo alternativo de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais. Sua camera artesanal pode ser construída facilmente utilizando-se materiais simples e de poucos elementos. O nome inglês Pinhole ou Pin-Hole pode ser traduzido como “buraco de agulha” por ser uma camera fotográfica que não possui lentes, tendo apenas um pequeno furo (de agulha) que funciona como lente e diafragma fixo no lugar de uma objectiva. Também conhecida como câmera estenopeica, a pinhole é basicamente uma caixa toda fechada onde não existe luz, ou seja, uma camara escura com (normalmente um) pequeno orifício. A diferença básica da fotografia pinhole para uma convencional está na sua óptica. A imagem produzida numa pinhole apresenta uma profundidade de campo quase infinita. Siga o exemplo abaixo indicado

Para se fazer uma pinhole é muito fácil: só é necessário termos à mão o material necessário, que pode ser desde uma simples caixa de sapatos, latinha de Coca-Cola ou algo semelhante (desde que tenha tampa) como uma caixa de madeira um pouco mais trabalhada. O primeiro passo é transformar esta caixa numa câmara escura. Para isso é necessário escolhermos uma caixa com uma tampa que vede bem o interior da mesma. Com tinta preto-fosco(ex.Robbialac Sintético Fosco) pintamos o interior da camara, inclusive a tampa. Podemos também utilizar um papel cartão preto para forrar a camara, ao invés da tinta. O importante é mantermos a camara realmente escura. Depois, com o auxílio de uma agulha, fazemos um pequeno buraco numa das laterais da caixa/camera. Em alguns casos, onde a dureza do material usado para a camera não permite um furo perfeito (que é fundamental), devemos então fazer um buraco maior e colar sobre ele um pedaço de papel alumínio ou um retalho de latinha de cerveja e neste sim, fazermos o furinho de agulha. Isto irá facilitar e melhorar o trabalho.
É importante observarmos que o tamanho do furo deve ser o menor possível, com um diâmetro que não ultrapasse o da ponta da agulha. Isto é relevante em termos de definição focal e nitidez na imagem gerada pela pinhole. Devemos perceber que uma imagem desfocada é consequência de um furo muito grande, isso em relação ao tamanho da camera pinhole. Quanto menor a camera, menor deve ser o furo. Evidentemente que para cada tipo e tamanho de camera, haverá de ser este furo proporcional à distância focal. Considerando que para uma pequena camera, tipo caixinha ou lata, fazemos um furo com agulha, para uma camera de grandes proporções, podemos chegar a um furo com diâmetro de um dedo polegar. Podemos também usar tabelas de cálculo para conseguimos um furo no tamanho ideal e preciso. Contudo, nada se compara ao entendimento empírico, experiência artesanal e a simplicidade. Os resultados são sempre mais encantadores. Chamamos de plano focal a distância ideal onde a imagem é projectada com o melhor foco.
No meu caso, para ser ainda mais simples, utilizei umas simples caixinhas de rolos de fotografia 35 mm (pretas). Todo o processo é muito simples mas demora o seu tempo a confeccionar pois, por exemplo, relativamente ao furo feito com a ponta da agulha, devemos ter em atenção que este não deixe rebarbas quer para o interior como para o exterior da caixa.